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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

LEGADO BELTRAME: DESTRUIÇÃO DO SISTEMA DE SEGURANÇA PÚBLICA



Prezados leitores, como consertar dez anos de erros graves na gestão da segurança pública?
Quantos anos serão necessários para as correções?
Essas e outras perguntas estão sem resposta.
A única certeza é que o fracasso foi total.




"RIO ANTES E DEPOIS DE JOSÉ MARIANO BELTRAME: APÓS 10 ANOS, ESTAMOS NA ESTACA ZERO 
Cecilia Olliveira
14 de Outubro de 2016, 8h50
SEQUESTROS FEITOS POR POLICIAIS, ruas e túneis fechados, fachadas de condomínios de luxo perfuradas de balas, ônibus apedrejados, guerra de facções, corpos esquartejados nas ruas. Rio 2006 ou Rio 2016? Os cenários são muito parecidos com os de antes de janeiro de 2007, quando José Mariano Beltrame tomou posse como secretário de Segurança do Rio de Janeiro, e agora, quando o 01 pede pra sair. Com o pedido de demissão de Beltrame, Roberto Sá, até então subsecretário, assume o posto na próxima segunda-feira, 17. 
Ao longo desses 10 anos em que o programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nasceu, cresceu e morreu, governantes se reelegeram, comandantes de UPP ganharam prêmios de direitos humanos enquanto Amarildo sumia, o governo exportou o modelo para outros estados e países, Beltrame repetiu discursos descolados de suas ações incansáveis vezes. 
Ele se despediu do cargo repetindo que as “UPPs salvaram muitas vidas“, mas não comentou sobre outras informações que tiveram impacto direto sobre esse dado. 
Em 2011, um alerta: dados repassados pelo SUS do Estado do Rio ao Ministério da Saúde apontaram uma queda de 22,2% nos homicídios entre 2008 e 2009. Mas também mostram um aumento expressivo de 73,2% nas mortes por causas externas sem intenção determinada — ou seja, quando não se sabe (ou prefere não confirmar) se foi homicídio, suicídio ou acidente. Esse tipo de morte começou a aumentar em 2007, quando foram registradas 3.191 ocorrências, quase o dobro de 2006. No ano seguinte, continuou subindo. Coincidentemente, com esse aumento, houve uma queda acentuada nas mortes registradas como homicídios: 11,3% de 2006 para 2007. 
No mesmo ano, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que o Estado do Rio de Janeiro “ocultou” em suas estatísticas 3.165 homicídios apenas no ano de 2009. Beltrame bateu o pé, mas depois reconheceu o “valor” da pesquisa e defendeu maior comunicação entre o Instituto de Segurança Pública (ISP) e Datasus. Um ano depois o ISP fez uma parceria com a Secretaria de Saúde para acertar o passo nas informações (Leiam mais)". 

Juntos Somos Fortes!

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