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sexta-feira, 7 de abril de 2017

RIO - COMUNIDADES - GOVERNO DEVE DEIXAR QUE MORADORES E TRAFICANTES SE ENTENDAM ?



Prezados leitores, ontem nós publicamos um vídeo sobre a impossibilidade da Polícia Militar desenvolver todas as formas de policiamento nas comunidades carentes, em razão da falta de urbanização (Link para o vídeo) e recebemos um comentário pertinente de um leitor assíduo e antigo do nosso espaço democrático, o qual transcrevemos para subsidiar a formação de opinião.
Ele faz comentários fundamentados.
Convidamos outros leitores para opinarem sobre os temas abordados.
A faixa que ilustra o artigo foi colocada no final ano passado por traficantes da "favela do sapo" (Link para reportagem).

COMENTÁRIO:
> "Anônimo
6 de abril de 2017 20:10
Cel Paúl, sou seu fã e o senhor sabe disso. Concordo praticamente com tudo que falou neste vídeo. Porém, alguns detalhes precisamos trazer:
1- O complexo da maré e do Caju, por exemplo, têm ruas largas que, em tese, permitem a circulação de viaturas policiais e de outros carros do serviço público. Experimente patrulhar aquelas vias.
2- O prefeito César Maia já tinha experimentado o projeto "Favela Bairro" há alguns anos.
Experimente patrulhar aquelas vias.
Não tem fórmula mágica para permitir o policiamento ordinário nesses locais que são verdadeiros estados independentes. A ideia de proibir a presença da PM em favelas, de fato remete ao canalha do Brizola: parece uma espécie de favorecimento à venda de drogas. Porém, neste cenário onde apenas a PMERJ se dispõe a "reprimir" tal crime, é mais do que necessário não permitir que a instituição seja "a mulher de malandro" (aquela que leva porrada todo dia, mas não separa do agressor). O melhor mesmo é retirar as escolas dessas pocilgas e deixar que favelados e bandidos se entendam pelas leis que eles adoram: a lei do dono do morro. Não haverá roubo, estupro, brigas, violência policial nem aquelas operações malucas que o policial "sempre entra atirando". Olha que beleza... Bailes funk, maconha, cocaína e sexo sem os "malditos PMS" trazendo a morte a tira colo. O melhor de tudo: não teremos soldados mutilados nem mortos pelo emprego de armas de guerra; Ongs, OAB, Globo, Juízes, Promotores, Defensores Públicos vão parar de massacrar a PMERJ; ainda por cima, teremos um efetivo gigantesco para humanizar as escalas de serviço e patrulhar o asfalto adequadamente.
Está na hora de frear tantas mortes dos nossos policiais e inocentes. Está na hora da União fazer a sua parte. Está na hora de assumirmos o nosso "insignificante" lugar no sistema, no mecanismo estatal, no capítulo da Segurança Pública da Constituição Federal. Enquanto nossos administradores estão concentrados em nivelar a carreira do oficial à carreiras jurídicas (uma bobagem, aliás), nossos Soldados morrem diariamente e a PMERJ vai ficando mais moribunda. Como se dizia no meu curso de Soldado: cada cão que lamba a sua "pata". Deixemos as polícias civil e federal descascarem seus abacaxis, e vamos fortalecer a nossa PMERJ (PO e RP, o resto é invencionice).
Quem estiver acreditando nessa argamassa do Crivela (argamassa que blinda paredes), estará batendo palmas para político e colocando o risco na conta da PMERJ.
Pense nisso.
Sgt Foxtrot"

Juntos Somos Fortes!

3 comentários:

  1. Levantar esta questão é opirtuna ; queremos viver com Lei ou sem Lei?

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  2. Saúde, educação, saneamento básico e segurança pública, é problema do ESTADO, e NÃO DO MÉDICO, DO PROFESSOR OU DO POLICIAL.
    Se os hospitais estão caindo aos pedaços e a saúde vai mal, não é problema do médico, é do ESTADO, se as escolas estão caindo aos pedaços e educação vai mal, não é problema do professor, é do ESTADO, se os estrategistas em segurança pública não sabem o que fazer e se os meios materiais são insuficientes, para que os policiais militares combatam o crime em condições de superioridade, é um problema do ESTADO, e não do policial.

    Os comandantes têm o dever de reconhecer o poder de ação e reação dos meios e do material humano, que o ESTADO coloca a sua disposição para que seja colocado em prática através do efetivo, de forma racional.

    Se os meios e o efetivo for o suficiente para cuidar só da própria pele, que cuide só da própria pele.

    Por que que muitas pessoas não conseguem pagar o que devem? Porque gastou a cima do que podia pagar.

    Por que tantos policiais estão morrendo e a criminalidade está avançando cada vez mais? Porque o Estado está dando menos condições do que deve, para enfrentar, combater e regredir as ações criminosas.

    O comando está pondo os policiais para pagar com a própria vida, uma dívida que não é dele, é do ESTADO.

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